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POLÍCIA: Abandono da DP de Carolina expõe descaso com segurança pública no Maranhão

DELEGACIA DE POLÍCIA CIVIL DE CAROLINA: ABANDONO DELEGACIA DE POLÍCIA CIVIL DE CAROLINA: ABANDONO FOTO: REPRODUÇÃO

Cidade turística ficará sem plantões policiais nos finais de semana

 

Quem tem visto a publicidade do Governo do Maranhão sobre seus feitos pela Segurança Pública e se depara com a realidade da Delegacia de Polícia Civil do Município de Carolina – no sul do estado – Pólo Turístico da Chapada das Mesas, pode ficar confuso caso acredite minimamente no governador Flávio Dino. É certo que o problema não é exclusivo da gestão comunista, mas é certo também que a situação se agrava à medida em que os índices de criminalidade aumenta assustadoramente. Nem seis meses após evento oficial em São Luís para o recebimento de uma viatura nova surge a informação de que outra viatura da DP de Carolina será enviada para um município da Baixada Maranhense, além da transferência de um investigador. Junto com as informações vem à tona uma série de problemas graves do cotidiano da Polícia Civil local.

Agora com apenas três servidores concursados, incluindo o delegado Almerich Bulhões, a Delegacia de Carolina tem outros sete servidores emprestados pela Prefeitura de Carolina, sem a qualificação exigidas para as funções de agentes e servidores de uma delegacia, contrariando recomendação do Ministério Público do Maranhão.

A dependência da Polícia Civil em relação ao Poder Executivo não param por aqui. O prédio é cedido pela Prefeitura, funcionando em uma das pequenas casas da antiga vila do militares da Aeronáutica. Os móveis foram doados por empresários locais e outros são reaproveitados após a explosão do Banco do Brasil, em 1º de setembro de 2015.

Há três anos que a DP não tem escrivão de polícia de carreira. Quem atua como escrivão são servidores contratadas pela Prefeitura e o investigador é obrigado a trabalhar em desvio de função. A transferência de um dos investigadores, entre outras consequências, impedirá a manutenção de plantões policiais nos finais de semana, obrigando as vítimas de crimes e ou acidentes a se dirigirem à Delegacia Regional na cidade de Balsas, a 177 km de distância. “Em caso de homicídio ou qualquer outro caso que necessite da presença da Polícia Civil no local do crime, terá de se aguardar a vinda da equipe plantonista de Balsas, o que demorará no mínimo duas horas, prejudicando sobremaneira a solução dos crimes que já não é lá essas coisas”, diz um servidor que não pode se identificar, pois “esse governo é extremamente perseguidor e cruel aos que os desafiam”, finaliza.

A determinação da ida de uma das viaturas para um município da Baixada, pode impedir a locomoção de agentes e servidores em determinadas funções de polícia, pois um Volkswagen Amarok, fruto de roubo, mas de uso da PC por ordem judicial, se encontra em oficina de manutenção a mais de 60 dias e sem previsão de retorno.

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Publicado em Ronda Policial

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