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PRESÍDIO: Governo Municipal chama carolinenses de irresponsáveis em sessão da Câmara

UNIDADE PRISIONAL DE CAROLINA JÁ IMPLANTADA EM CAROLINA UNIDADE PRISIONAL DE CAROLINA JÁ IMPLANTADA EM CAROLINA FOTO: REPRODUÇÃO

Autoridades não conseguiram responder perguntas da população

 

Após a criação do Movimento Popular CAROLINA NÃO QUER PRESÍDIO, muita pressão da comunidade e o interesse de também obter esclarecimentos, o presidente da Câmara Municipal Edvan Alves Costa (PSB) convocou o diretor da Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) de Carolina Jackson Costa para uma sessão especial, que ocorreu na manhã desta terça (14). Não fosse a indignação provocada no público presente pelo secretário de governo Walber Rocha ao chamar os carolinenses de irresponsáveis, a sessão já estaria garantida como sucesso por si só, mesmo que os esclarecimentos prestados não sejam suficientes para atender à legislação sobre o assunto.

Tentando se vangloriar de realizar alguma coisa pela segurança pública, Walber Rocha disse que é amigo do secretário de Segurança Jeferson Portela e que depois de uma conversa de bar com o delegado de Carolina iniciou tratativa para a instalação da UPR. Ficou provado na sessão da Câmara que o projeto é de 2016 – quando ele ainda era mentor da maior mudança de práticas políticas que Carolina já foi vítima. Contestando o movimento criado em busca de informação sobre a unidade prisional, Walber Rocha chamou os carolinenses que buscam informações de irresponsáveis porque estão discutindo o assunto sem acreditar no que a propaganda do governo tenta fazer as pessoas acreditarem.

O motivo da não realização da audiência pública obrigatória depois da apresentação de um estudo de impacto ambiental, social e econômico não foi respondido por nenhuma das autoridades presentes. Por isso, o presidente da Câmara se comprometeu a encaminhar ofício à Secretária de Segurança Pública do Maranhão solicitando audiência pública com técnicos capazes de responder aos questionamentos da população e uma cópia do estudo obrigatório realizado para implantação da UPR.

Ao final, uma comissão formada por vereadores e representantes da população se dirigiram até a Unidade Prisional para conferir as mudanças já implantadas em Carolina.

Nenhum representante do Ministério Público, Defensoria Pública e do Poder Judiciário compareceram à sessão da Câmara.

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Publicado em CAROLINA

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