Trabalho alcança todo o contingente de detentos em regime fechado

O defensor público Gelson Luiz Almeida Pinto, coordenador do Núcleo Regional de Carolina, é um entusiasta do trabalho à ressocialização dos detentos. Nesta quinta (24) esteve na UPCLA de Carolina, onde inspecionou o trabalho dos internos na confecção de blocos de concreto, utilizados na pavimentação de ruas.

Conforme Gelson Luiz, “o trabalho dos presos é essencial em duas sendas: a primeira é a desconstituição do imaginário de que a prisão é uma colônia de veraneio, onde o detento possui guarida e alimentação aos dispêndios da população. E a segunda é a blindagem da sociedade contra a reincidência delitiva, já que o trabalho oportuniza a ressocialização”, destaca.

O defensor público comemora que a oferta de trabalho alcança todo o contingente de detentos em regime fechado na Comarca. “Hoje conseguimos mobilizar toda a nossa população carcerária. Então, creio que estamos no caminho escorreito. Quando falamos em encarceirização, a sociedade, em sua maioria, sustenta que a pena deve impingir sofrimento. Porém, a expiação, pura e simples, responde por índices alarmantes de reincidência e desestabilização social. Assim, precisamos focar o lado humano, a reinserção do indivíduo. É isto que estamos fazendo em Carolina. Esse é o legado que almejo entregar à comunidade”.

Ainda de acordo com Gelson Luiz, “a Defensoria Pública tem participado da rotina dos detentos, para promover a ressocialização. Não adianta trabalhar apenas o aspecto processual. O encarcerado precisa meditar sobre seus erros e protagonizar mudança. É um trabalho de conscientização. A Defensoria aqui em Carolina ladeia o detento, acompanha sua evolução. Esse trabalho tem reduzido a reincidência delitiva”, destaca.

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