Mais de 60 processos engavetados na Justiça estimulam a crença na impunidade

Evitando a divulgação dos novos negócios suspeitos envolvendo o ineficiente transporte escolar, o prefeito Erivelton Neves, da Renovação, mudou a publicação obrigatória dos contratos licitados do Diário Oficial dos Municípios para o Diário Oficial do Estado do Maranhão, que na sua edição do último dia 18 de fevereiro, traz os novos contratos com as mesmas empresas de papel, que supostamente tem o objetivo de enganar o Ministério Público do Maranhão (MPEMA), autor do Inquérito Civil Público Nº 16/2017, que trata de pedido de afastamento do Secretário de Educação Ésio Lobá (foto acima dir.) e equipe responsável pelo transporte escolar, em razão dos graves irregularidades constatadas pelo MPEMA.

Após contratos que ultrapassaram os R$ 8 milhões entre os anos de 2017 e 2019 [Clique aqui para ver sobre o assunto], o secretário de Educação Ésio Lobá, também vice-prefeito de Carolina, no último dia 06 de fevereiro, assinou quatro contratos com as empresas COSTA NETO CONSTRUÇÕES LTDA-ME, CNPJ nº 02.772.763/0 001-86 (que vence todos os negócios suspeitos e lucrativos da gestão Erivelton Neves); a M&R SERVIÇOS E LOCAÇÕES LTDA, CNPJ nº 26.038.767/0001-01; e, R2S CONSTRUÇÕES E LOCAÇÕES EIRELI-ME A, CNPJ nº 20.859.713/0001-12. Os quatro contratos somam R$ 333.660,00. [Clique Aqui para ver o Diário Oficial do Maranhão]

A tentativa de enganar o MP é facilmente observada. Por que o prefeito Erivelton Neves e o secretário de Educação Ésio Lobá precisaram gastar mais de R$ 8 milhões com transporte escolar em três anos e em 2020 o valor cai para R$ 333 mil, se não há qualquer informação oficial de redução de rotas dos veículos das supostas, tampouco de redução tão drástica do número de alunos a serem transportados? Se eram necessários R$ R$ 2.759.520,00, apenas em 2019, para pagamento das supostas empresas fantasmas, que motivo o prefeito e o secretário de Educação têm para reduzir o valor em R$ 2.425.860,00? Se o valor de R$ 333 mil é o valor que realmente é utilizado anualmente no transporte escolar, e se foi ajustado somente agora para fugir das investigações, onde foram parar os mais de R$ 7 milhões supostamente desviados nos últimos três anos?

O que original as investigações do Inquérito Civil Nº 16/2017 foi a descoberta, por exemplo, de contratos das empresas de papel no valor de R$ 12 mil com motoristas que recebiam apenas R$ 3mil.

NA GAVETA DA JUSTIÇA! Recentemente, o promotor de Justiça Marco Túlio Rodrigues Lopes informou em audiência pública sobre a necessidade de criação da 2ª Vara de Justiça de Carolina, que existem mais de 60 ações de improbidade administrativa contra o governo do prefeito Erivelton Neves, mas que não há trâmite na Justiça local.

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