Alunos reclamam da ineficiência do serviço prestado pela gestão do prefeito Erivelton Neves

Após setenta dias do início do ano letivo em 2019, o secretário de Educação Ésio Lobá assinou, no último dia 30 de abril, quatro contratos com empresas para o transporte escolar, mesmo já denunciado pelo Ministério Público como incompetente para gerenciar o serviço para os alunos da rede municipal. O Diário Oficial dos Municípios do Maranhão nº 2084, desta quinta (02), publica o Aviso do Resultado da Licitação nº 07/2019, com quatro empresas vencedoras. A Costa Neto Construções CNPJ nº 02.772.763/0001-86, a G.C.S. Equipamentos e Construções CNPJ nº 08.463.169/0001-90, a M&R Serviços e Locações CNPJ nº 26.038.767/0001-01 e a R2S Construções e Locações CNPJ nº 08.463.169/0001-90. O valor total dos contratos é de R$ R$ 2.759.520,00 – dois milhões, setecentos e cinquenta e nove mil e quinhentos e vinte reais.

Com a ineficiência já comprovada, o serviço do transporte escolar vem sendo realizado desde o início das aulas no município de Carolina. Veículos de amigos do prefeito vem circulando na cidade fazendo o serviço. Alunos da região do Bacuri do Lajes não puderam fazer as provas do bimestre, na última semana, porque o veículo que os transporta estava quebrado a mais de 10 dias.

O primeiro contrato de transporte escolar do governo do prefeito Erivelton Neves, da Renovação, é alvo de investigação pelo Ministério Público, com fortes indícios de irregularidades e desvio de recursos. Motoristas que já trabalharam no serviço denunciam não ter contrato ou qualquer outro papel assinado e que recebiam os valores combinados na casa do responsável pelo setor.

A empresa Costa Neto Construções, vencedora de diversas outras licitações durante a gestão de Erivelton Neves, tem o contrato da também ineficiente limpeza urbana no valor de R$ 2.485.416,00 – dois milhões, quatrocentos e oitenta e cinco mil, quatrocentos e dezesseis reais. Chegou a alugar uma residência na COHAB para se passar como sede da empresa em Carolina, mas os servidores contratados usam um prédio da Prefeitura na Avenida Elias Barros como centro das operações de limpeza. A empresa consta entre as investigadas pelo Ministério Público.

Quatro empresas dividem o ineficiente serviço prestado Fonte: DOMEM
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