Pessoal do grupo de risco prefere retornar ao trabalho do que ter salário reduzido

No momento que bons gestores têm procurado soluções que amenizem os riscos à Saúde da população de suas cidades, bem como criando melhores condições de trabalho e incentivos financeiros para os profissionais de área, o prefeito de Carolina, o médico Erivelton Neves [foto dir.], da Renovação, pressiona os profissionais do setor enquadrado no grupo de risco à assinarem documento de auto declaração que autoriza a suspensão do pagamento de adicional noturno e de insalubridade de seus salários.

Por imposição do Decreto Municipal Nº 08, de 20 de março de 2020, ficariam impossibilitados de trabalhar nas unidades de Saúde servidores que possuem mais de 60 anos, que tenham histórico de doenças respiratórias, grávidas e servidores que utilizam medicamentos para o melhorar o sistema imunológico.

“Já estamos dispostos a pedir a inclusão de nosso nome nas escalas de trabalho. Em um momento tão difícil como este, de grande dificuldade financeira, não temos condições de abrir mão de qualquer valor em nosso salário”, diz uma servidora. No último dia 07 de abril, o secretário de Saúde Leonardo de Sousa [foto esq.] emitiu o Memorando Circular Nº 01/2020 [veja documento abaixo], alegando que, “considerando possuir natureza salarial, o adicional de insalubridade e noturno é modalidade de salário-condição, ou seja, é parcela paga ao empregado em razão do exercício de suas atividades laborais sob condições específicas, que podem surgir e desaparecer a qualquer momento”.

Memorando Circular assinado pelo secretário de Saúde | Fonte: CIDADE EM AÇÃO
Auto declaração que deve ser assinada por servidores do grupo de risco | Fonte: CIDADE EM AÇÃO
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