Os dados consolidados e apresentados como pagos a seguir foram extraídos do Portal da Transparência da Prefeitura de Carolina nesta segunda (27.09) e são informações que qualquer cidadão pode obter ao consultar o seguinte endereço: http://scpi.carolina.ma.gov.br:8083/transparencia/. Após reclamações de pais de alunos da zona rural sobre a falta de transporte escolar após 59 dias do retorno das aulas presenciais e 47 dias após a Secretaria de Educação divulgar a contratação de quatro empresas, supostamente especializadas, para a prestação do serviço de transportes dos estudantes no valor de R$ R$ 2.888.632,11, pesquisa no site da Prefeitura retornou à informação de que R$ 4.767.387,73 foram pagos com recursos federais do FUNDEB ao Auto Posto Santa Cruz. [Veja dados oficiais abaixo]

Ouça áudio de uma mãe de aluno da zona rural:

A pergunta que surge na cabeça de qualquer cidadão de bem, de bom senso e que tenha pelos menos dois neurônios funcionando corretamente, é: “Se não tinham aulas presenciais, se não tinham contratos de transporte escolar, então, por que foram pagos esses R$ 4,7 milhões de consumo de veículos, supostamente, do transporte escolar?”

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São 242 pagamentos de combustível ao Auto Posto Santa Cruz, no período de 07 de janeiro de ano ao último dia 17, que são 10 páginas de resultados de consulta.

Os valores são fracionados numa tentativa estratégica de maquiar a contabilidade oficial. Porém, os valores finais pagos são tão absurdos, que o mesmo cidadão que pudesse fazer a pergunta citada acima não compreenderia os motivos de não se ter informações de uma investigação do Ministério Público do Maranhão, tampouco do Ministério Público Federal, já que a dinheirama toda tem origem no FUNDEB – e que em qualquer lugar sério já se teria notícias de prisões e sequestro de bens e contas bancárias dos supostos ladrões do dinheiro público e da esperança daquelas mães que esperam um futuro melhor de seus filhos quando os matriculam na rede municipal de Educação.

Para piorar a esperança por justiça, o próprio secretário de Educação e vice-prefeito Ésio Lobá disse em depoimento ao MP que não sabe como são feitos e realizados os negócios do transporte escolar em Carolina, mesmo sendo ele quem assina os contratos.

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