Parlamentares ganham R$ 6.900,00 e redução pode gerar economia de R$ 2 milhões aos cofres públicos

O defensor público Gelson Luiz Almeida Pinto, titular do Núcleo Regional de Carolina, encaminhará ofício à Câmara de Vereadores, propondo a redução dos subsídios dos vereadores de R$ 6.900,00 (seis mil e novecentos reais) para R$ 2.090,00 (dois mil e noventa mil reais). Para valer para a próxima legislatura, a lei deve ser aprovada ainda este ano.

O defensor público justifica que “vários países no mundo, a exemplo da Suécia e do México, não remuneram vereadores. O Brasil engendrou a política de remuneração de vereadores como um sistema de robustecimento de grupos políticos. Em que pese alguns vereadores vivam do subsídio, o parlamentar pode perfeitamente trabalhar. Afinal, eles precisam ir na Câmara uma vez por semana”.

O defensor público acredita que com a redução do subsídio, será possível recrutar melhor os representantes do povo. “A redução afastará os mercenários que são seduzidos pelo valor da remuneração. O contributo à sociedade, para que seja genuíno, não pode vir ciceroneado de interesses espúrios. Infelizmente, há gente que faz da política profissão e a enxerga como uma mina de ouro. A reação dos vereadores atuais em relação à proposta será um termostato, para que possamos aferir quem se preocupa com a comunidade e quem está de olho no dinheiro”, opina. Gelson Luiz concita os vereadores a darem o exemplo neste momento de crise.

“Passamos por um momento intrincado no âmbito da economia e não há previsão de melhora num curto raio. Então, os agentes públicos devem dar o exemplo. Penso que os vereadores, por não estarem sujeitos à dedicação exclusiva, podem viabilizar a redução de seus subsídios. A medida proporcionará economia de mais de R$ 2.000.000,00 (dois milhões) para os cofres públicos durante o mandato. Acredito que a proposta é polêmica e que encontrará resistência em alguns vereadores, entrementes, torço para que o bom senso prevaleça”, finaliza.

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