Consórcio é uma das piores tragédias da história da região

Nos dois últimos dias o Consórcio Estreito Energia (CESTE), após fechar escritório na Praça do Estudante em Carolina – no sul do Maranhão, lança um número de telefone 0800 e faz publicidade dizendo que se encontra mais perto da população da área de influência da Barragem de Estreito. Na mesma publicidade, o megagrupo empresarial que administra a Usina Hidrelétrica, apresenta um endereço de email para contato.

Quem ainda tem problemas pendentes com o CESTE sabe na pele o quanto é ser enrolado pela direção do consórcio. Sabe que pessoalmente é complicado ter suas demandas atendidas e nem consegue imaginar o quanto será mais difícil ainda ser atendido por telefone ou por email.

Dessa forma, o CESTE sai de uma promessa de progresso quando chegou à região para história traumática de preocupações e sensações enganos e decepções, especialmente aos que nunca conseguiram retornar à sua vida normal por causa do empreendimento financiado com dinheiro público do BNDES e que não beneficiou nenhum cidadão em nada – ser indenizado não significa que se tenha tido benefício ou que se progrediu.

Basta conversar sobre qualidade de vida com os moradores ao lado das duas pútridas e fedorentas estações de tratamento de esgoto construídas pelo CESTE, na COHAB e no Bairro Brejinho. Basta ainda ver a péssima qualidade da obra de instalação de rede de esgoto no centro e de alguns bairros – quem conseguiu até agora ligar a rede de esgoto residencial à rede de esgoto da rua? O que foi cumprido da promessa de canalização do Córrego Lava Cara, que corta o centro de Carolina? Ali, só esgoto in natura e plantas aquáticas que surgiram sobre as águas imundas do que era um local agradável a pouco anos atrás. O CESTE, formado pelas empresas Engie, Vale, Alcoa e InterCement, certamente é uma das piores tragédias da História de Carolina.

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